O presidente da Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI), Antônio Carlos Reinaux, foi exonerado do cargo nesta quarta-feira (21), após a repercussão de denúncias envolvendo a Logo Caruaruense, empresa de ônibus intermunicipal pertencente ao ex-governador João Lyra, pai da governadora Raquel Lyra (PSD). Segundo as denúncias, a empresa teria operado de forma irregular nos últimos três anos.
A exoneração foi publicada no Diário Oficial do Estado e, de acordo com nota do governo de Pernambuco, ocorreu “a pedido”, caracterizando desligamento voluntário. O caso ganhou ainda mais visibilidade após a protocolação de um pedido de impeachment contra a governadora na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), motivado pelas suspeitas relacionadas à empresa. A proposta, no entanto, só deverá ser analisada a partir de 2 de fevereiro, com o retorno dos trabalhos legislativos após o recesso parlamentar.
Para o lugar de Reinaux, o governo nomeou o advogado Yuri Coriolano como novo presidente da EPTI. Ele ocupava, desde outubro de 2023, o cargo de secretário executivo de Coordenação Estratégica da Secretaria da Casa Civil. Coriolano é pós-graduado em direito administrativo pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e em direito eleitoral pela Escola Superior de Advocacia da OAB-PE/TRE, além de já ter atuado como diretor-geral de Assuntos Jurídicos da Secretaria de Saúde de Pernambuco.
Na terça-feira (20), a governadora Raquel Lyra se pronunciou sobre o caso durante assembleia extraordinária da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), que reúne prefeitos de todo o estado. Ela afirmou estar tranquila em relação à própria trajetória e à condução do governo, destacando que não teme responder aos questionamentos, embora não tenha comentado o mérito do pedido de impeachment.
“A minha trajetória fala por mim, assim como a trajetória da minha família. Não tenho receio de responder sobre tudo aquilo que diz respeito à minha vida e à minha gestão”, afirmou a governadora. Raquel Lyra também disse que não irá se desviar do foco administrativo e classificou as críticas como tentativas de criar uma “cortina de fumaça”.
Segundo a governadora, o governo seguirá trabalhando normalmente, enquanto o caso tramita nas instâncias competentes. O Executivo estadual ainda não informou se haverá abertura de apuração administrativa específica sobre as denúncias envolvendo a empresa de transporte.

