A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), sofreu uma derrota significativa na Assembleia Legislativa do estado, ressaltando a independência do poder legislativo. Raquel Lyra apoiou Joaquim Lira (PV) como candidato oficial do Governo para o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), enquanto a Casa ganhou força com o favoritismo de Rodrigo Novaes (PSB). A estratégia equivocada de Raquel Lyra e sua falta de trato político evidenciaram sua perda de influência na assembleia.
A derrota de Raquel Lyra ficou ainda mais clara na escolha do candidato. O caminho natural para Raquel Lyra seria apoiar a candidatura de Kaio Maniçoba (PP), que já contava com o apoio de oito votos da bancada do partido e fazia parte da base governista. No entanto, a vitória de Joaquim Lira abriria espaço para a efetivação do petista Odacy Amorim, que faz parte da base de oposição da governadora.
Com a polarização entre Joaquim Lira, apoiado pela governadora, e Rodrigo Novaes, com o respaldo do presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto (PSDB), os demais candidatos, Débora Almeida (PSDB), Kaio Maniçoba (PP), Tony Gel (MDB), Guilherme Uchoa Júnior (PSB) e Francismar Pontes (PSB), retiraram suas candidaturas para evitar desgastes.
A tentativa de interferência no processo eleitoral foi vista como desconsideração à autonomia dos deputados estaduais. A eleição de Rodrigo Novaes fortaleceu a independência da Assembleia, enfraquecendo a influência de Raquel Lyra. Isso evidencia o compromisso da Casa em exercer seu papel independente e valorizar sua representatividade política, independentemente dos interesses do governo.
Na eleição, Rodrigo Novaes (PSB), 43 anos, foi eleito, em primeiro turno, para a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, deixada pela ex-vice-presidente do TCE, Teresa Dueire. Novaes conquistou 30 votos, contra 18 do seu principal concorrente, o deputado estadual Joaquim Lira (PV). Sua vaga na Alepe será ocupada por Diogo Moraes (PSB), que estava como suplente.