A corrida pelo Governo de Pernambuco passa, necessariamente, pela força eleitoral da Região Metropolitana do Recife, maior colégio eleitoral do estado. No Litoral Norte, a disputa entre João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) revela geografias políticas distintas e estratégias que podem ser decisivas para 2026.
Embora João Campos lidere pesquisas na Região Metropolitana, o desafio do prefeito do Recife será avançar sobre áreas onde a governadora construiu base política consolidada. No Litoral Norte, Raquel conta com o apoio de cinco dos sete prefeitos: Mirella Almeida, Severino Ramos, Elcione Ramos, Júnior de Irmã Teca e Paulo Galvão.
Já João Campos reúne o apoio dos prefeitos Flávio Gadelha, em Abreu e Lima, e Marcílio Régio, em Goiana. O socialista também conta com a articulação do deputado estadual Mário Ricardo, ex-prefeito de Igarassu e liderança de peso na região.
Nos bastidores, o nome de Mário Ricardo é apontado como possível indicação do Republicanos para compor como vice em uma eventual chapa encabeçada por João Campos, segundo informações divulgadas pelo portal Igarassu Notícias. A eventual composição ampliaria a competitividade do socialista em uma região que concentra mais de 800 mil eleitores.
A montagem das chapas majoritárias deve considerar o peso estratégico do Litoral Norte, que pode funcionar como fiel da balança na disputa estadual. Em um cenário polarizado, a capacidade de articulação regional tende a ser determinante para o desfecho das urnas.

