Medida atinge os comandos do Ceasa (Bruno Rodrigues), Lafepe (Plinio Pimentel) e no Porto do Recife (Paulo Nery) e é vista como um puxão de orelha do Palácio ao Progressistas
O Governo de Pernambuco anunciou, nesta terça-feira (17), mudanças no comando de órgãos estratégicos do estado, como a Ceasa Pernambuco, o Lafepe e o Porto do Recife. A decisão ocorre após a exoneração de gestores ligados ao deputado federal Eduardo da Fonte.
A medida foi adotada pela governadora Raquel Lyra e é interpretada nos bastidores como um aviso político ao Progressistas. Os cargos estavam ocupados por indicados do grupo político de Eduardo da Fonte, presidente estadual do partido.
Com as exonerações, os conselhos de administração das respectivas entidades passam a responder interinamente pela gestão, até que novos diretores-presidentes sejam oficialmente definidos pelo governo.
A movimentação ocorre em meio às articulações políticas para as eleições estaduais e tem relação com o cenário de alianças em construção em Pernambuco, especialmente diante das recentes sinalizações de Eduardo da Fonte envolvendo o nome do prefeito do Recife, João Campos.
Após a decisão, Eduardo da Fonte reagiu e classificou a medida como precipitada. O parlamentar também negou qualquer acordo político com João Campos e afirmou que as definições sobre alianças ainda estão em aberto, devendo ser discutidas no âmbito partidário.
Diante das recentes movimentações e a possível aliança de Eduardo da Fonte ao pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos, o deputado estadual Antônio Moraes, anunciou sua saída do PP, e deve pousar no PSD, partido da governadora de Pernambuco. Anúncio é visto como o primeiro racha público dentro da legenda e um termômetro da insatisfação de parte da sigla com a possível aproximação de Fonte com o grupo socialista.

