A consolidação de Olinda como um polo de excelência na formação médica do Nordeste tem raízes diretas na atuação política e no modelo de gestão do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (1965–2014).

Reconhecido por sua capacidade de articulação institucional e pela modernização da saúde pública estadual, Eduardo desempenhou um papel fundamental como catalisador no processo de criação da Faculdade de Medicina de Olinda (FMO).

​A fundação da instituição — idealizada e mantida pelo educador Inácio de Barros Melo Neto — enfrentou os rigorosos trâmites burocráticos do Ministério da Educação (MEC) e a necessidade de articulação com a rede pública de saúde para garantir campos de estágio e prática clínica.

Foi nesse cenário de dificuldade que o empenho do governo estadual e a visão estratégica de Eduardo Campos se tornaram decisivos.

CONTEXTO DA ÉPOCA – ​Durante seus dois mandatos à frente do Executivo pernambucano (2007–2014), Eduardo Campos priorizou a expansão da infraestrutura hospitalar com a construção de grandes Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais regionais, como o Hospital Pelópidas Silveira e o Hospital Dom Helder Câmara.

​Entretanto, para sustentar a nova rede pública de saúde, o estado enfrentava um gargalo histórico: a carência e a concentração de profissionais médicos na capital.

A visão de Eduardo convergiu com o projeto da FMO ao enxergar no ensino privado de qualidade um aliado estratégico para:

​Integração Ensino-Serviço: Abertura da rede estadual de saúde para convênios de estágio e residência, permitindo que os futuros estudantes atuassem diretamente nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) da Região Metropolitana.
​Fixação de Profissionais: Estímulo à formação de médicos na própria região, combatendo a escassez de profissionais no litoral norte e zonas periféricas.
​Polo de Desenvolvimento em Olinda: Estímulo à economia local e à revitalização urbana por meio da atração de estudantes, docentes e investimentos em infraestrutura acadêmica.

​A FMO foi credenciada pelo MEC com nota máxima, tornando-se a primeira faculdade privada com curso exclusivo de Medicina em Pernambuco.

A conquista marcou a realização de um pleito histórico para a Marim dos Caetés, que até então não contava com uma instituição dedicada à formação de médicos.

​Em diversas ocasiões, Inácio de Barros Melo Neto ressaltou a importância do apoio institucional concedido pela gestão estadual sob o comando de Eduardo Campos.

A agilidade nas licenças ambientais, o planejamento urbano integrado e o diálogo aberto entre o setor público e a iniciativa privada foram apontados como pilares que permitiram tirar o projeto do papel.

“Eduardo Campos tinha a dimensão exata do impacto social que uma faculdade de medicina traz para uma cidade histórica como Olinda. Seu apoio não foi apenas político, mas de gestão, integrando a futura faculdade às necessidades reais de saúde do povo pernambucano”, destacou o Diretor-geral da FMO.

LEGADO – ​Anos após a sua prematura morte em 2014, o impacto das ações de Eduardo Campos continua visível nos corredores da FMO e nas unidades de saúde da região.

A faculdade segue formando turmas que abastecem postos de saúde, UPAs e hospitais de Pernambuco e de todo o Brasil.

​A trajetória da criação da Faculdade de Medicina de Olinda permanece como um exemplo prático do modelo de gestão que marcou a passagem de Eduardo Campos pelo governo: a união entre planejamento estratégico, visão de futuro e parceria entre diferentes setores para transformar a realidade da saúde pública.

Kennedy Lima

Sobre Kennedy Lima

Jornalista - DRT 7523/PE, Especialista em Jornalismo Político. Os bastidores do poder, bastidores e análises sobre a política Pernambucana e Nacional

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