Lula 4: veja quais pernambucanos podem assumir ministérios e quem pode deixar o governo

Lula 4: veja quais pernambucanos podem assumir ministérios e quem pode deixar o governo

João Campos e Silvio Costa Filho aparecem entre os cotados para a Esplanada, enquanto Luciana Santos, Wolney Queiroz, André de Paula e outros nomes aguardam definições sobre o futuro da equipe ministerial

A formação do quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou a movimentar os bastidores de Brasília após a reeleição do petista no segundo turno, realizado no domingo (25). Entre as articulações para a composição da nova equipe ministerial, nomes de Pernambuco aparecem nas discussões sobre a ocupação de cargos estratégicos e a permanência de integrantes do atual governo.

O ex-prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, e o deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) estão entre os pernambucanos citados para integrar a próxima equipe. Entretanto, até o momento, não há confirmação oficial de nomeações para o governo que começa em 2027.

As negociações envolvem tanto a escolha de nomes para ministérios considerados estratégicos quanto a necessidade de ampliar o diálogo com partidos do Centrão e fortalecer a relação do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional. Nesse cenário, a participação de lideranças pernambucanas também depende dos acordos políticos que serão estabelecidos nas próximas semanas.

João Campos é cotado para Ciência e Tecnologia

Após disputar o Governo de Pernambuco e ser derrotado por Raquel Lyra (PSD), João Campos passou a figurar entre os nomes lembrados para a Esplanada dos Ministérios.

Uma das possibilidades discutidas é o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), atualmente comandado por Luciana Santos (PCdoB). A eventual indicação tem um componente histórico: Eduardo Campos, pai de João, chefiou a pasta durante o primeiro governo Lula.

A possível entrada do dirigente socialista no governo federal também abriria espaço para ampliar sua atuação política nacional depois da disputa estadual. A definição, contudo, depende das conversas entre Lula e as lideranças do PSB.

Silvio Costa Filho pode voltar à Esplanada

Outro nome pernambucano nas articulações é Silvio Costa Filho, que comandou o Ministério de Portos e Aeroportos durante o terceiro governo Lula.

O parlamentar aparece entre os cotados para a Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação política do Executivo com deputados, senadores e partidos. A pasta tem papel central na negociação de propostas e na construção de apoio parlamentar.

A possível indicação também se insere nas conversas para ampliar a participação de partidos de centro na próxima gestão. O Republicanos, legenda de Silvio, é uma das siglas que podem participar das negociações sobre a composição do governo.

Eduardo da Fonte também aparece nas especulações

O deputado federal Eduardo da Fonte (PP), que disputou uma vaga no Senado por Pernambuco e não foi eleito, também passou a ser citado nos bastidores como possível integrante do próximo governo.

As especulações ocorrem em meio às conversas para acomodar lideranças políticas e ampliar a base de apoio de Lula no Congresso. Durante a campanha, Eduardo da Fonte havia defendido uma relação de diálogo com o Palácio do Planalto.

Outro movimento que chamou atenção foi o contato da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, com o deputado federal Lula da Fonte (PP-PE), filho de Eduardo. A iniciativa foi mencionada em reportagens sobre as articulações do governo com partidos de centro.

Apesar disso, não há confirmação de convite a Eduardo da Fonte nem definição sobre eventual ministério. A possibilidade permanece no campo das especulações políticas.

Quem pode permanecer ou mudar de ministério?

Além dos nomes que podem ingressar na Esplanada, o futuro de pernambucanos que já ocupam cargos federais também está em discussão.

Luciana Santos, presidente nacional do PCdoB e atual ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, aguarda as definições sobre o comando da pasta. Caso João Campos seja escolhido para o ministério, a mudança poderá exigir uma reorganização da participação do partido na equipe.

Wolney Queiroz (PDT), ministro da Previdência Social, também integra o grupo de pernambucanos cujo futuro depende das negociações para o novo mandato. Sua permanência ou eventual mudança de função ainda não foi confirmada.

André de Paula (PSD), que assumiu o Ministério da Agricultura e Pecuária em abril de 2026, é outro nome a acompanhar. A definição sobre sua continuidade dependerá do desenho da nova equipe e dos acordos políticos com os partidos aliados.

Na área da Defesa, José Múcio Monteiro manifestou o desejo de não permanecer no cargo no próximo governo, segundo informações divulgadas sobre as articulações ministeriais. A eventual saída abriria uma nova discussão sobre o comando da pasta.

Já Frederico de Siqueira Filho, ministro das Comunicações, também aparece entre os nomes cujo futuro pode mudar com a reorganização do primeiro escalão. André Janones (Rede-MG), que ganhou projeção pela atuação na mobilização digital da campanha de Lula, é citado para a Secretaria de Comunicação Social ou a Secretaria-Geral da Presidência.

Jorge Messias, por sua vez, ocupa a chefia da Advocacia-Geral da União (AGU), cargo distinto de um ministério. Seu nome também aparece nas especulações políticas, mas não há definição oficial sobre uma eventual mudança de função.

Fazenda e Casa Civil concentram as principais disputas

A reforma ministerial não se limita a Pernambuco. No cenário nacional, a definição do Ministério da Fazenda e da Casa Civil está entre os principais pontos das negociações.

O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) aparecem entre os nomes cotados para a Fazenda, atualmente comandada por Dario Durigan. A escolha é acompanhada com atenção por causa das discussões sobre a política econômica e a condução das contas públicas.

Na Casa Civil, o senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação, ganhou força após sua participação na articulação da campanha presidencial no segundo turno. Fernando Haddad, que deixou a Fazenda para disputar o governo de São Paulo e foi derrotado no primeiro turno, também é citado como alternativa para a função ou outro posto de destaque.

No Ministério do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti aparece entre os nomes com possibilidade de permanência.

Lula busca ampliar o diálogo com governadores e partidos

A montagem do novo governo também deverá incluir conversas com governadores de diferentes campos políticos. A proposta é ampliar a cooperação entre a União e os estados, inclusive com gestores que apoiaram o adversário de Lula na disputa presidencial.

Entre os governadores citados para uma rodada de diálogo está Raquel Lyra, de Pernambuco. A interlocução poderá ter impacto nas relações entre o governo federal e a administração estadual, especialmente em projetos que dependem de recursos e parcerias entre os dois níveis de governo.

No Congresso, partidos como PSD, MDB, Republicanos e a federação União Brasil-PP também aparecem nas articulações para a distribuição de espaços no Executivo. A participação dessas legendas, porém, não significa necessariamente apoio integral de suas bancadas às propostas do governo.

A definição do novo ministério deverá ocorrer ao longo das próximas semanas. Até lá, os nomes mencionados permanecem como possibilidades em discussão, sem garantia de nomeação ou permanência nos cargos.

Kennedy Lima

Sobre Kennedy Lima

Jornalista - DRT 7523/PE, Especialista em Jornalismo Político. Os bastidores do poder, bastidores e análises sobre a política Pernambucana e Nacional

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