O Brasil está preparado para atender a pessoa idosa nos bancos, comércios e serviços?

O Brasil passa por uma transformação demográfica sem precedentes. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas idosas já supera o de crianças de até 14 anos em diversas regiões do país, tornando o envelhecimento populacional uma realidade que exige adaptações em diferentes setores da sociedade.

Esse novo cenário amplia a necessidade de políticas públicas e iniciativas que garantam acessibilidade, autonomia e atendimento de qualidade para a população idosa, especialmente em bancos, supermercados, farmácias, repartições públicas e demais estabelecimentos que prestam serviços essenciais.

Apesar dos avanços na legislação, ainda são comuns relatos de dificuldades enfrentadas por pessoas idosas no dia a dia. Caixas eletrônicos pouco intuitivos, aplicativos com interfaces complexas, contratos com letras reduzidas, falta de atendimento humanizado e barreiras físicas comprometem o acesso a direitos e serviços básicos.

Para Ossesio Silva, secretário nacional do Republicanos 60+, preparar o Brasil para o envelhecimento da população significa eliminar essas barreiras e construir uma sociedade que respeite as necessidades das pessoas idosas em todos os ambientes.

“Uma sociedade preparada para a longevidade é aquela que garante autonomia, acessibilidade e atendimento digno em todos os espaços. O envelhecimento da população exige que governos, empresas e instituições estejam comprometidos com um atendimento mais humano, inclusivo e acessível”, afirma Ossesio Silva.

Entre as iniciativas defendidas por Ossesio Silva está o fortalecimento da inclusão digital da população idosa, considerada uma ferramenta essencial para ampliar a autonomia e facilitar o acesso aos serviços cada vez mais digitalizados.

Nesse sentido, apresentou o Projeto de Lei nº 3.776/2025, que institui o Programa Nacional 60Digital. A proposta busca promover ações de capacitação tecnológica voltadas às pessoas idosas, ampliando o acesso a serviços bancários, plataformas governamentais, aplicativos e demais ferramentas digitais que fazem parte da rotina da sociedade.

Segundo Ossesio Silva, a inclusão digital também representa inclusão social. Ao oferecer conhecimento e acesso às novas tecnologias, é possível reduzir a dependência de terceiros, fortalecer a autonomia e ampliar a participação das pessoas idosas na vida econômica e social do país.

Além da tecnologia, o debate sobre acessibilidade passa pela capacitação dos profissionais que atuam no atendimento ao público, pela adoção de comunicação mais clara, pela eliminação de barreiras arquitetônicas e pela oferta de serviços que respeitem as diferentes necessidades da população idosa.

“Valorizar a pessoa idosa é reconhecer sua história, sua experiência e sua contribuição para a sociedade. Precisamos construir ambientes onde ela seja acolhida com respeito, tenha seus direitos preservados e possa exercer plenamente sua cidadania”, destaca Ossesio Silva.

Especialistas apontam que o envelhecimento populacional exige uma mudança de paradigma. Mais do que cumprir normas legais, empresas e instituições precisam incorporar práticas inclusivas que promovam segurança, autonomia e qualidade no atendimento.

Para Ossesio Silva, preparar o Brasil para a longevidade é um compromisso coletivo. Investir em acessibilidade, inclusão digital e atendimento humanizado significa construir um país mais justo, preparado para responder às transformações demográficas e garantir que as pessoas idosas vivam com dignidade, independência e participação ativa na sociedade.

Kennedy Lima

Sobre Kennedy Lima

Jornalista - DRT 7523/PE, Especialista em Jornalismo Político. Os bastidores do poder, bastidores e análises sobre a política Pernambucana e Nacional

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